"Apoia a tua testa no meu ombro:
para que a acaricie com um gesto lento,
como se a minha mão acompanhasse
O longo, invisível fio de uma agulha.
Não só na tua cabeça: em cada fronte
que sofra com dor e com exaustão
pousem estas minhas carícias cegas,
como folhas amarelas de outono
numa poça que reflecte o céu."
Antónia Pozzi, in Morte de uma estação, edição Averno
Imagem: MB, Moita, 14.01.2026
Comentários
Enviar um comentário