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o mar, o azul e o sábado

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  “O mar, o azul, o sábado. Liguei pro céu mas dava sempre ocupado.” Paulo Leminski Imagem: MB, Salgados, 10.08.2026

Mar sonoro

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  "Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.  A tua beleza aumenta quando estamos sós  E tão fundo intimamente a tua voz  Segue o mais secreto bailar do meu sonho.  Que momentos há em que eu suponho  Seres um milagre criado só para mim." Sophia de Mello Breyner Andresen, in Dia do mar, 1947 Imagem: MB, Salgados, 10.08.2026 https://www.youtube.com/watch?v=8MLzijpQkJI&list=RD8MLzijpQkJI&start_radio=1

Alto mar

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  "No alto mar o ar era fresco, as feridas cicatrizavam depressa, e o silêncio tornava-se suficientemente intenso para tornar suportáveis as perguntas sem resposta e justificar os próprios silêncios." Arturo Pérez-Reverte , in O cemitério dos barcos sem nome Imagem: MB, Algures no Mediterrâneo, 30.08.2023

Amarrado em terra

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  "E que o fazia pensar com frequência que barcos e homens deveriam afundar e desaparecer na sua hora, no mar alto, em vez de apodrecerem amarrados em terra." Arturo Pérez-Reverte , in O cemitério dos barcos sem nome Imagem: MB, Karnak, Luxor, 08.06.2026

A Coisa amar

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  "Contar-te longamente as perigosas coisas do mar. Contar-te o amor ardente e as ilhas que só há no verbo amar. Contar-te longamente longamente. Amor ardente. Amor ardente. E mar. Contar-te longamente as misteriosas maravilhas do verbo navegar. E mar. Amar: as coisas perigosas. Contar-te longamente que já foi num tempo doce coisa amar. E mar. Contar-te longamente como dói desembarcar nas ilhas misteriosas. Contar-te o mar ardente e o verbo amar. E longamente as coisas perigosas." Manuel Alegre Imagem: MB, República Dominicana, 27.11.2025

Porquê o céu e o mar

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  Bebido o luar, ébrios de horizontes, Julgamos que viver era abraçar O rumor dos pinhais, o azul dos montes E todos os jardins verdes do mar. Mas solitários somos e passamos, Não são nossos os frutos nem as flores, O céu e o mar apagam-se exteriores E tornam-se os fantasmas que sonhamos. Porquê jardins que nós não colheremos, Límpidos nas auroras a nascer, Porquê o céu e o mar se não seremos Nunca os deuses capazes de os viver. Sophia de Mello Breyner Andresen Imagem: MB, Rosário, 15.03.2026