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Carta vazia

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  "A vida em si não é uma realidade objectiva (...) mas antes  um espaço semelhante a uma carta vazia. Nós introduzimos nela a realidade..." Arturo Pérez-Reverte , in A Ilha da mulher adormecida Imagem: MB, Moita, 14.03.2026

Triste é o que estou

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  Contemplo o que não vejo. É tarde, é quase escuro. E quanto em mim desejo Está parado ante o muro. Por cima o céu é grande; Sinto árvores além; Embora o vento abrande, Há folhas em vaivém. Tudo é do outro lado, No que há e no que penso. Nem há ramo agitado Que o céu não seja imenso. Confunde-se o que existe Com o que durmo e sou. Não sinto, não sou triste. Mas triste é o que estou. Fernando Pessoa, in Cancioneiro Imagem: MB, Moita, 14.03.2026

A benção da luz

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  "Somos sábios quando compreendemos os outros. E, quando nos compreendemos a nós próprios, a luz abençoa-nos. Vencer os outros exige força física. A conquista de ti mesmo exige energia interior. Vive com o que tens, e serás rico. Persiste no caminhar, e os teus passos levar-te-ão longe. Não percas o teu lugar, e a vida será longa. Assim, quando morreres, não acabas." Lao Tse , in O livro das cinco mil palavras, Assírio & Alvim Imagem: MB, Rosário, 01.03.2026

Quem rega com amor não morre

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"Quem rega com amor não morre. Rebentam flores. Os frutos esplendem. Rompe a semente Tecido vivo. Quem rega com amor não morre. Conhece o início  e os fins do tempo. Quem rega com amor não morre. Adianta-se à terra e serve." Ruy Cinatty , Princípio e Fundamento, in Corpo-Alma, Edição Presença Imagem: MB, Rosário, 01.03.2026

Limites

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  "Não recuses nenhum dos  teus limites, só eles dizem a grandeza do que tens." Daniel Faria , in O livro do Joaquim , Assírio & Alvim Imagem: MB, Gaio, 01.03.2026

Todos os lugares que visito

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  "Todos os lugares que visito Existem na minha memória Volto lá desde sempre (...)" Anise Koltz , in Uma morte  passageira , edição Exclamação Imagem:: MB, Rosário, 21.02.2026

Nada em mim sente...

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  Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva Não faz ruído senão com sossego. Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva Do que não sabe, o sentimento é cego. Chove. Meu ser (quem sou) renego… Tão calma é a chuva que se solta no ar (Nem parece de nuvens) que parece Que não é chuva, mas um sussurrar Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece. Chove. Nada apetece… Não paira vento, não há céu que eu sinta. Chove longínqua e indistintamente, Como uma coisa certa que nos minta, Como um grande desejo que nos mente. Chove. Nada em mim sente… Fernando Pessoa Imagem: MB, Lisboa, 09.03.2926