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Uma amálgama de coisas

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  "For a long time I stared at that blue glass in the palm of my hand after I found it on the ground and picked it up. In such fragile things and subtle ways is the pattern of our lives revealed to us. We are collections of things that we find and experience and value and keep inside ourselves, sometimes knowingly, sometimes unknowingly, and that collection of things is what we finally become." Gregory David Roberts , in The Mountain shadow. Imagem: MB, Bayahibe, República Dominicana, 30.11.2025

Horizontes

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  "As nuvens apaixonam-se pelos horizontes." Mark Strand , in 89 nuvens, edição Flâneur Imagem: MB, República Dominicana, 30.11.2025

Voando

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  "Melhor do que o amor é estar aqui sentado de coração leve, e não ter segredo nenhum para contar, e não recordar da vida mais do que a diluída imagem de alguns pássaros voando à procura do outro lado do rio." José Carlos Barros , Lídia, in Estação (os poemas do DN Jovem) , edição On Y Va Imagem: MB, República Dominicana, 27.11.2025

Novos começos

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  Há dias em que a luz chega antes de nós. Entra pela janela, toca o chão e diz, sem palavras: “Hoje podes começar outra vez.” Os novos começos não pertencem ao calendário — pertencem ao momento em que percebemos que podemos escolher a luz. A oportunidade é um gesto. Um clarão suave que se acende por dentro, mesmo quando o mundo lá fora ainda parece cinzento. Começar é arriscar. É ouvir o arrepio que diz “vai”, mesmo sem garantias. É avançar sem esperar pela certeza — porque a certeza conforta, mas não transforma. Há instantes em que uma ligação inesperada ilumina mais do que qualquer plano perfeito. A conexão torna-se bússola. Mostra-nos que não caminhamos sozinhos, que há presença, gesto, silêncio e mão estendida quando menos esperamos. Sentir é deixar a vida tocar-nos. É permitir que a beleza entre: uma música que nos encontra, uma palavra que abre espaço, uma luz que nos devolve a nós mesmos. E não há novo começo sem coragem. Coragem de dizer “sim” ao que nos acende. Coragem de...

Faz com que conte

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  Abre o ano de par em par. Olha para ti olhos nos olhos. Vê o que guardas e já não te serve. Vê o que está a mais. Não ocupes o espaço das coisas importantes com coisas que não adiantam. Com coisas que atrasam a tua vontade. Com coisas ocas. São as que pesam mais. Não guardes ofensas. Não guardes rancor. Não guardes nada que te aperte. Nenhum atilho que te impeça os movimentos. Guarda só os abraços. São a única coisa que, quanto mais apertada, mais te liberta. Guarda os sorrisos, as flores e os corações. Mantém os amigos verdadeiros. Não precisas de quem te procura só quando precisa. Não precisas de nada que possas trocar. Não te curves para apanhar do chão o carinho que alguém deixou cair. Varre-o. Não te serve. Não te curves a não ser para estender a mão, não te baixes a não ser para ajudar alguém a levantar. Deixa ficar a bondade e alguma raiva. Às vezes é preciso dar um murro na mesa. Deixa ficar a poesia e a música. Canta, dança, escreve. Deixa ficar os talentos que ainda não...

Deixar a bagagem

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  "Fechei os olhos e pedi um favor ao vento... leve tudo que for desnecessário. Ando cansada de bagagens pesadas. Daqui pra frente, levo apenas o que couber no bolso e no coração..." Cora Coralina Imagem: MB, Sanoa, República Dominicana, 27.11.2025

Que ninguém me peça nada

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  "(...) Na minha vida nem sempre a bússola se atrai ao mesmo norte. Que ninguém me peça nada. Nada. Deixai-me com o meu dia que nem sempre é dia, com a minha noite que nem sempre é noite como a alma quer. Não sei caminhos de cor. " Fernando Namora , in Mar de Sargaços Imagem: MB, República Dominicana, 30.11.2025