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Faz com que conte
Abre o ano de par em par. Olha para ti olhos nos olhos. Vê o que guardas e já não te serve. Vê o que está a mais. Não ocupes o espaço das coisas importantes com coisas que não adiantam. Com coisas que atrasam a tua vontade. Com coisas ocas. São as que pesam mais. Não guardes ofensas. Não guardes rancor. Não guardes nada que te aperte. Nenhum atilho que te impeça os movimentos. Guarda só os abraços. São a única coisa que, quanto mais apertada, mais te liberta. Guarda os sorrisos, as flores e os corações. Mantém os amigos verdadeiros. Não precisas de quem te procura só quando precisa. Não precisas de nada que possas trocar. Não te curves para apanhar do chão o carinho que alguém deixou cair. Varre-o. Não te serve. Não te curves a não ser para estender a mão, não te baixes a não ser para ajudar alguém a levantar. Deixa ficar a bondade e alguma raiva. Às vezes é preciso dar um murro na mesa. Deixa ficar a poesia e a música. Canta, dança, escreve. Deixa ficar os talentos que ainda não...
A Moita parece ser um palco de imagens extraordinárias, mesmo as mais comuns. Ou será a (arte da) fotografia, que nos revela esse olhar?... ;-)
ResponderEliminarA Moita presta-se a capturas de imagem extraordinárias, mesmo nos pontos onde se evidencia decadência. Tudo (ou quase) depende dos olhos de quem vê ��
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